Esconde segredos
O rapé das velhas desdentadas
O mbangui das mulheres viciadas
Guarda também fortunas
Moedas pra compra do sal na aldeia comunal
Dinheiro das mamanas do dumba
E na rua camufla as jóias dos nindjas malandros
O nó da capulana tem magia
Esconde poções de amor ou ódio
Feitiços de futuras sogras, de vizinhas invejosas
De noivas abandonadas e mulheres mal-amadas
Tudo cabe nesse nó!
Veneno que provoca dores infernais
E veneno que mata de morte matada.
O nó da capulana...
Oculta também pitadas de tempero
Segredos duma mãe para a filha favorita
Que fazem sucesso no jantar na sograria
E da tia Zulmira a melhor cozinheira da família
Ou que provocam violência domestica
Pratos e copos quebrados por todo o lado
O nó duma capulana...
Não é apanágio só de mulheres
Esconde, na cintura dos homens
Amuletos da sorte ou do azar
Pós miraculosos ou raízes minúsculas
Que garantem o emprego nas minas
E graça aos olhos do patrão mulungo do xitolo
E foi assim que tudo começou
Ha um ano!
O rapé das velhas desdentadas
O mbangui das mulheres viciadas
Guarda também fortunas
Moedas pra compra do sal na aldeia comunal
Dinheiro das mamanas do dumba
E na rua camufla as jóias dos nindjas malandros
O nó da capulana tem magia
Esconde poções de amor ou ódio
Feitiços de futuras sogras, de vizinhas invejosas
De noivas abandonadas e mulheres mal-amadas
Tudo cabe nesse nó!
Veneno que provoca dores infernais
E veneno que mata de morte matada.
O nó da capulana...
Oculta também pitadas de tempero
Segredos duma mãe para a filha favorita
Que fazem sucesso no jantar na sograria
E da tia Zulmira a melhor cozinheira da família
Ou que provocam violência domestica
Pratos e copos quebrados por todo o lado
O nó duma capulana...
Não é apanágio só de mulheres
Esconde, na cintura dos homens
Amuletos da sorte ou do azar
Pós miraculosos ou raízes minúsculas
Que garantem o emprego nas minas
E graça aos olhos do patrão mulungo do xitolo
E foi assim que tudo começou
Ha um ano!

6 comentários:
A magia das palavras e dos recantos
secretos, ou não, é mais um espaço delicioso e sedutor que nos é proporcionado pela Ximbitane escrevi a propósito do primeiro post, agora recordado.
Neste momento estou em casa emprestada, o meu PC silenciou| De todo o modo irei estar atento e por aqui espreitarei as cumplicidades sempre deliciosas da Melita e do Tomangito.
Xi do coração
Agry
Obrigada pelo carinho da tua fidelidade para com este cantinho.
ba de coracao
Nó da capulana, o ATM da minha vovo
Era de lá que vinham as moedinhas dos meus docinhos
Sem pins sem nada, só o amor exagerado das vovos
Parabéns pelo anito! Lindo canto este. Beijocas
Ops, ATM mano? Essa me inspira! Valeu
Melita, Melitouuuuuu... khanimambo!
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